Este blog foi criado como fonte de livre expressão sobre a diversidade sexual e de pensamento, em todas as línguas e assuntos. A liberdade é um conceito muito abstrato no século XXI e para entendê-la nos valeremos de poesia, arte, política, economia, cinema, fotografia ...
Entre segunda (30/03) e terça-feira (31/03) acontece o colóquio Direitos Humanos e Diversidade (Homo)Sexual, realizado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP. Na ocasião será lançado o Programa de Estudos da Diversidade (Homo)Sexual (PEDHS) da USP. O evento será realizado no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP (Rua da Reitoria, 160, Cidade Univrsitária, São Paulo).
A abertura do colóquio será na segunda-feira às 15 horas, com a presença do Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SDEH) da Presidência da República; de Luís Antônio Marrey, secretário de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo; de Franco Reinaudo, diretor da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (CADS); de Ruy Alberto Corrêa Altafim, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP; e de Horácio Costa, coordenador do PEDHS. Em seguida, será realizado o debate "Direitos Humanos e Diversidade (Homo)Sexual".
No dia 31, o evento recomeça às 10 horas com o debate "Literatura, Diversidae (Homo)Sexual e Direitos Humanos". As 15 horas o colóquio se encerra com a realização da mesa "Corpo, (Homo)Sexualidades e Direitos Humanos nas Artes".
O evento é gratuito, aberto a todos os interessados, e não é necessário fazer inscrição.
Tribunal São João Novo, condena a 5,5 anos de prisão, indivíduo que tentou balear vizinho por suspeitas de lhe sodomizar o gato
O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, pelo facto de ser homossexual, estaria a sodomizar o seu gato foi esta segunda-feira condenado, no Tribunal São João Novo, Porto, a cinco anos e seis meses de prisão efectiva, escreve a Lusa.
José Maria Correia, 53 anos, empregado de mesa há 32, foi condenado pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.
O tribunal deu como provado que, em 27 de Outubro de 2007, José Correia pediu a Anabela Cruz Silva (atingida pelos disparos), que se encontrava no pátio das habitações, que a ajudasse a resgatar o seu gato que havia fugido para um terreno contíguo.
Na impossibilidade de Anabela Silva poder responder à solicitação do arguido, o vizinho José Pedro Macedo, que estava à janela da sua habitação e se apercebeu da situação, prontificou-se a ajudar no resgate.
Quando José Correia viu José Pedro a tentar apanhar o gato começou a proferir expressões injuriosas sobre a sua orientação sexual.
Assim que consegue capturar o animal, o vizinho de José Correia desloca-se para a habitação do arguido, ficando Anabela Cruz no pátio, onde foi atingida pelos disparos de uma pistola Browning, de calibre 6.35, pertencente ao arguido.
O divórcio de Oliveira e Costa foi o oposto do "golpe do baú": o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge
16:15 Quinta-feira, 27 de Nov de 2008
É impressão minha ou o caso BPN fica mais enternecedor a cada dia que passa? Tem sido comovente desde o início, mas estes últimos episódios foram mais emocionantes que o fim de Casablanca. À semelhança do que costuma acontecer nas histórias tristes, esta também tem um inválido, como o Tiny Tim, do Dickens. O caso BPN tem, aliás, vários inválidos, e curiosamente são todos ceguinhos: o Banco de Portugal não viu que havia falcatruas, os administradores do banco não repararam que o presidente praticava um tipo de gestão que a lei, ao que parece, proíbe...
E agora estamos no ponto em que entra em cena a injustiça: Oliveira e Costa foi acusado de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Quem o acusa de enriquecimento ilícito só pode desconhecer o seu desarmante altruísmo. Segundo o Correio da Manhã, em Março deste ano, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Muito embora o divórcio se tenha realizado por mútuo consentimento, não deixa de ser admirável que um homem premeie a mulher de forma tão generosa na hora da separação. Trata-se do rigoroso oposto do "golpe do baú": o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge. Que um homem tão desprendido dos bens materiais seja acusado daqueles crimes é simplesmente revoltante.
E é em alturas como esta que damos por nós a pensar que, quando os homossexuais tentam fazer pouco da nobre instituição do matrimónio, reivindicando o direito a casar, esquecem que o casamento não é uma brincadeira, nem um contrato sem significado que possa ser alargado às pessoas do mesmo sexo. O casamento é uma união sagrada entre um homem e uma mulher que partilham um projecto de vida comum, e essa união persistirá eternamente a menos que a polícia queira engavetar um dos cônjuges ao fim de 42 anos e levar-lhe a massa que ele acumulou indevidamente. Os homossexuais que não queiram vir corromper o instituto com que o Estado premeia as pessoas que formam o núcleo essencial da sociedade. Era o que faltava, vir essa gente conspurcar uma coisa tão bonita.
Mais do que fazer história no plano jurídico, na medida em que, pela primeira vez, foi preso um banqueiro em Portugal, o caso BPN pode fazer história no plano social: além do casamento por interesse, aparentemente acaba de se instituir o divórcio por interesse. Casar com um homem rico é um sonho do passado.
A ambição moderna é divorciar-se de um banqueiro. Sendo menos aviltante, consegue ser mais lucrativo.
Desde o fim da tempestuosa Guerra Fria e do desmantelamento da URSS, temos vivido momentos marcantes na história da humanidade. Genocídios, a implantação do Euro, das Guerras no Golfo Pérsego, ataques terroristas por Estados ou agentes com bombas, armas químicas ou biológicas, e para incitar mais violência, no início do novo milênio tivemos o episódio de 11 de Setembro de 2001, onde o centro financeiro de Nova Iorque foi atacado e iniciou-se a Guerra Contra o Terror.
(Anne Frank) Assassinatos em massa é o termo que muitos meios de comunicação têm preferido utilizar para nomear genocídos que nos assolam desde os primórdios da humanidade. Eles têm causado grande impacto no moral do ser humano nos idos 5000 anos de civilização humana. Houve massacres contra minorías étnicas como por exemplo de Romanos contra Judeus, povos iuguslavos, povos russos, Romanos e Celtas, etc.
Durante o período entre e pós-guerras grandes guerras do século XX, ocorreram guerras civís incitadas por motivos diversos em locais desde a Indochina Francesa, Coréias, China, India, Argélia, entre outros países africanos que foram utilizados como massa de manobra tanto por países capitalistas como socialistas para difundir suas ideologias e espalhar o conflito e a morte dentro de seus territórios.
Nos vividos anos 1990, observamos o que o ódio enraizado é capaz de realizar, como fez em Ruanda (1994), demonstrado nos filmes Hotel Rwanda (2004), de Terry George e Shoting Dogs (2006), de Michael Caton-Jones, que foi comentado no artigo O genocídio de Ruanda de Fernando Masini, que além de utilizar foco jornalístico para falar dos assassinatos, inter-relaciona os dois fimes.
Já na Bósnia (1992-1995), vários lideres viram grupos religiosos diferentes se degladiarem por território, em virtude de diferentes possessões, de um lado sérvios, ortodóxos com forte convívio com o Império Austro-Hungaro e Iuguslavo e do outro os bósnios que conviveram com os turcos e se converteram ao islamismo, isto pode ser observado em várias reportagens e documentários como por exemplo A Cry from the Grave (1999), de Leslie Woodhead.
Apesar de milhões de vidas terem sido perdidas durante esses atos contra a humanidade, muitos dos criminosos destes massacres na Bósnia ja foram julgados pelo Tribunal Internacional de Haia, mas muito ainda deverá ser feito para limpar o sanguem encrostado no chão dos entes queridos e as imagens da memória daqueles que passaram pelos episódios, mas será que isso recuperaria os princípios da dignidade humana perdidos neste atos?
É claro que não, mas esse período não foi de todo ruim para a Europa, em fevereiro de 1992, com o Tratado de Maastrich, unificou-se as moedas da União Européia, criando o Euro, que entrou em vigou em 01 de janeiro de 1999. Mas, este passo inicial foi suficiente para que esta nova moeda tornasse-se forte e fizesse frente ao Dollar americano em transações comerciais, dando um novo rumo a economia globalizada do fim do século XX.
Depois dos avanços econômicos, fomos agraciados com um abalo cataclísmico, em 11 de setembro de 2001 onde aviões foram sequestrados e derrubados em território ianque, 2 em Nova Iorque, 1 no Pentágono e um na Filadélfia que caiu em uma região despovoada devido a intervenção dos passageiros.
Após esta data que está, marcada no calendário mundial para sempre, deu-se início a Guerra Contra o Terror. Guerra não muito clara, para a captura dos suspeitos de terem cometidos as atrocidades contra mais de 5 mil pessoas, além de seu responsável, Osama Bin-Laden, ex-agente da CIA que se rebelou contra o Grande Falcão Azul.
Numa busca insansável por suspeitos e por vingança a qualquer custo, a administração George W. Bush invade o Afeganistão, e depois o Iraque, além de fornecer mais armamentos para Israel contra o Hesbolah, a Autoridade Palestina, o Irã e a Síria. Desde as invasões até hoje poucos resultados factíveis foram obtidos, e o objetivo inicial que era a procura de armas de destruição em massa ou terrorístas não se equalizou.
Até quando viveremos a mercê de uma nacão que se acha no direito de invadir e violar normas estabelecidas de comum acordo nas assembléias da ONU? Até que ponto a opulência, a ganância por combustíveis fósseis motivará invasões e supostas guerras? Será que devemos apenas observar tudo de camarote ou reagir por um mundo melhor? Essas são questões que bilhões de seres humanos no mundo todo têem-se feito, mas acredita-se que a resposta esta muito longe de ser alcançada.
Referências
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HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos : O breve século XX, 1914-1991. Tradução de Marcos Santarrita. 2. ed. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Links Facebook: "Learn from History: Remember the Bosnian Genocide" http://www.facebook.com/posted.php?id=2228285972, em 21/06/2009
IANNI, Octávio. Capitalismo, violência e terrorismo . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, 382 p.
MASINI, Fernando. Dossiê – Guerra e Cinema: Genocídio em Ruanda, em http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2739,1.shl, em 21/06/2009
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SARAIVA, José Flávio Sombra (Org.). História das relações internacionais contemporâneas : da sociedade internacional do século XIX à era da globalização. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 347 p.,
SARAIVA, José Flávio Sombra; SARAIVA, José Flávio Sombra (Org.). Relações internacionais dois séculos de história : entre a ordem bipolar e o policentrismo (de 1947 a nosso dias). Brasília: Ibri, 2001. v. 2, (Coleção Relações Internacionais).
O propósito deste artigo é realizar uma análise histórica-semiótica sobre os filmes, a crítica cinematográfica e as imagens fotográficas que estão disponíveis sobre Hollywood nos anos de 1930। As produções cinematográficas desse período são de suma importância para a história da humanidade, pois foi no referido que tivemos a passagem do mudo para o sonoro e do preto e branco para o colorido, além de uma inserção grande de atrizes advindas do continente europeu em fuga, devido à perseguição nazista aos judeus। Mas, além disso, em termos gerais
É A ARTE FORMADORA DE OPINIÃO OU MASSA DE MANOBRA?
Nos primórdios do século XX tínhamos apenas o cinema mambembe ou o cinema circo, mas com o passar dos anos essa arte tão cultuada nos dias de hoje ganhou outros ares, já na União soviética de Lênin ela afirmava que “O cinema é para nós o instrumento mais importante de todas as artes”, pois o utilizava como forma de fortalecimento de seu partido e de uma república de proletariados recém conquistada por uma revolução. Com todas as evoluções do cinema durante mais de 25 anos do século passado, tivemos talentos como um Griffith, ou um Hitchcock e mesmo os Irmãos Lumiére que fizeram muito pela divulgação do cinema em todo mundo, até mesmo trazer seu modelo de entretenimento para o Brasil da República do Café com Leite. Passados os primeiros anos da nova arte e de seu espetáculo e curiosidades iniciais começaram a surgir artistas preocupados com sensos estéticos mais apurados, tais como Fritz Lang ou Adolf Zukor, esse extremante importante para o estudo da Hollywood dos anos 30. Mas foi somente na década de 30, é claro não se esquecendo de “A Birth of a Nation” de 1915, que além de ser um filme político também pregava a eugenia, uma ciência que estava em seus primórdios, mas que já estava por convencer muitos de seus conceitos esdrúxulos comparados com os padrões de direitos humanos que passamos a viver após a Segunda Guerra Mundial. Temos então o surgimento dos cabarés de Jazz que foram rechaçados pela falsa moral, tanto norte-americana como na Alemanha de Hitler. Nesses lugares de música, bebidas e luxúria era onde se encontravam todos aqueles que amavam as artes, gays, mulheres, intelectuais. Foram considerados imorais por décadas, todos os que ousaram adentrar em tal lugar onde a música e a libertinagem imperavam como vemos nos filmes “Chicago” de 2002 e “Victor or Victoria” de 1985. Mulheres e homossexuais sempre foram culpados por todos os danos causados em toda a história da humanidade, “A culpa da queda dos Impérios Greco-romana foi dos sodomitas, adeptos do amor grego” dizia Friedrich Nietzche, “Foi Safo quem viciou todas as mulheres da Grécia Helênica” afirmou São Thomas de Aquino e por aí vão as afirmações contra mulheres e homossexuais. Mas esquecem-se esses de que Shakespeare um dos maiores dramaturgos de todos os tempos junto com Oscar Wilde também eram adeptos do amor grego e nem por isso suas obras são menos lidas ou comentadas, isso sem falar em Da Vinci, Michelangelo, e muitos outros. O objetivo principal deste artigo é desmistificar alguns mitos que pairam sobre personagens e momentos da história do cinema em especial dos anos 30 do século XX, isso não quer dizer que nem sempre tivemos personagens controversos, mas não cabe nessa análise comentarmos sobre tão extenso. Nosso foco restringir-se-á a Hollywood dos anos 30 seus ícones, glamour, personagens e segredos que não estão em todos os livros de história, mas será feito o possível para que sejam aqui revelados.
EXISTIU UMA SUBCULTRA GAY NA HOLLYWOOD DA IDADE DE OURO OU FOI APENAS INTRIGA DOS BASTIDOS?
O que muitas pessoas fica imaginando em pleno século XXI é como os gays se comportavam no passado, ou mesmo se existia algum tipo de vida social que os integrava ao resto da comunidade atuante. Se Baseado em livros de antropologia e história é pode-se perceber que em algumas partes do planeta essa vida social era bem agitada, e uma delas era Los Angeles. Isso da após muitos refugiados judeus terem fugido da Europa dominada pelo nazi-facismo, onde existiu uma séria perseguição contra esse povo que já vem sendo persegui há séculos. A acolhida por esses amantes da arte e com dinheiro em Hollywood foi muito bem vinda, já que havia poucas pessoas com capital e vontade para investir numa nova arte e que muitas das vezes não agradava a todos e que vivia a fazer experimentos, como no caso da mudança do silencioso para o sono em 1929 com o “The Jazz Singer”. Era muito difícil para muitos acreditarem que a voz era realmente dos atores e que tipo de trabalho era aquele, pois a partir daquele momento o cinema passou a competir com o teatro. Em sua maioria os homossexuais que habitavam a Alta Califórnia, praticavam profissões relacionadas á arte, tais como: figurinista, designer de costumes, maquiador, cabeleireiros, roteiristas, produtores. Eles praticamente dominavam o mercado artístico dentro da indústria cinematográfica, e inclusive para outras pessoas de fora desse grupo social adentrarem, muitas das vezes tinham que se fingir de algo que não eram, ou seja, que eram homossexuais, para poder garantir seu emprego num estúdio na glamurosa Hollywood de 1930.
REREFÊNCIAS
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